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Estimativa de conclusão do plantio da soja em MT dentro da janela ideal favorece implantação das lavouras de milho

Antecipação da finalização dos trabalhos da oleaginosa amplia possibilidades de realização da semeadura do grão de acordo com o calendário recomendado

12:27

Fonte: Shutterstock
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A projeção do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) de conclusão do plantio da safra 2026/27 soja em Mato Grosso, que se situa em torno de 90% da área, dentro da janela ideal abre possibilidade para implantação das lavouras de milho de acordo com o calendário recomendado para a semeadura.

De acordo com o instituto, para a próxima temporada a área do cultivo de milho está estimada em 7,48 milhões, um crescimento de 0,59% em relação à safra 25/26.

Segundo Gabriel Souza, da equipe de milho do Imea, o ritmo de implantação da soja é um dos fatores que podem contribuir para o planejamento da segunda safra. A antecipação da semeadura da oleaginosa amplia as possibilidades de realização do plantio do milho dentro do calendário recomendado, embora o desempenho da cultura dependa das condições climáticas ao longo de seu ciclo.

As previsões do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe) indicam possibilidade de chuvas favoráveis à manutenção da umidade do solo entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027, período importante para o plantio do milho e o desenvolvimento inicial das lavouras em Mato Grosso.

Por outro lado, o excesso de precipitações pode provocar interrupções nas operações de campo e atrasar o calendário agrícola. Nos meses seguintes, uma eventual redução ou má distribuição das chuvas também representa risco, especialmente durante as fases de florescimento e enchimento de grãos, quando a disponibilidade hídrica é determinante para a produtividade.

“Embora o avanço da semeadura da soja favoreça a implantação do milho dentro da janela ideal, ainda é necessário acompanhar o comportamento das chuvas e a disponibilidade hídrica ao longo do ciclo, principalmente diante das possíveis influências do El Niño”, destaca Gabriel Souza.

Diante das incertezas climáticas, o Imea manteve a produtividade estimada em 119,64 sacas por hectare, um recuo de 8,05% em relação à temporada anterior. Com isso, a produção da safra 26/27 está projetada em 53,68 milhões de toneladas, queda de 7,50% frente à safra recorde deste ano.

Além das perspectivas para a produção, o mercado mato-grossense segue influenciado pelo crescimento do consumo interno. Para a safra 2026/27, o Imea estima demanda de 27,09 milhões de toneladas do milho, um crescimento de 16,20% em relação ao ciclo anterior.

Etanol de milho

A expansão da indústria de etanol de milho e o aumento da utilização do cereal na formulação de ração animal estão entre os principais fatores que sustentam essa demanda. As exportações, por sua vez, devem cair 27,39% na comparação anual, estando projetadas em 17,50 milhões de toneladas.

Na safra 2025/26, as exportações permanecem estimadas em 24,10 milhões de toneladas. Entretanto, os embarques realizados entre julho e setembro de 2026 registraram o menor volume para o período nos últimos cinco anos. O resultado está relacionado à menor competitividade do milho mato-grossense no mercado internacional e à maior concorrência da Argentina, que ampliou sua presença em importantes destinos compradores.

Apesar do início mais lento, a expectativa do Imea é de recuperação dos embarques nos próximos meses, favorecida por condições mais atrativas de escoamento e pelo dólar em patamar mais elevado, que pode melhorar a paridade de exportação.

Com o crescimento do consumo doméstico e a menor disponibilidade do cereal, os estoques finais da safra 2026/27 estão estimados em 199,46 mil toneladas, redução de 66,84% em relação ao ciclo anterior.

 

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